A violência que nos plantaram no passado é a arma de dominação que se utilizam em nós, hoje e sempre.

E pra espantar os fantasmas e demônios que desenterram em nós passamos madrugadas a fora tentando em vão nos remendarmos, costurar a carne retalhada por dentro pra tentar manter-se de pé. Por mais improvável que seja as vezes a única solução imediata é oferecer o sangue dessas feridas mal cicatrizadas sobre o sal das lágrimas em nossa pele ferida numa tentativa de que ele se torne uma casca resistente assim que seque. Lágrimas e sangue seco que vão tornando nossas cicatrizes cada vez mais feias e tortas.
Mas elas só duram o tempo suficiente até que mais uma vez quando a dor aparentemente tenha cessado tudo se reinicie numa lembrança de que nunca te deixaram esquecer a dor e insistam em nos cavar, em nos invadir e em nos tornar como não donas de nós em nossa vida e em nossas maiores dores, dores essas geradas por eles mesmos e que estão em nossa carne pra que nunca nos esqueçamos quem deve subordinar e quem deve ser subordinada.
E mais uma vez o processo se repete e mesmo me sentindo forte para gritar contra, saber que o grito pode só piorar as coisas nos desespera, e o silêncio já não se sabe mais se estratégico ou se derrotado.

Sei que dessa vez é aqui que ele jaz e assim ele permanecerá não sei por quanto tempo. Já não é o primeiro e nem o último silêncio que se postará diante de mim ou de tantas outras mulheres. Silêncio que arquiteta ódio e medo, medo e ódio, mas não deixa espaço para nossas certezas, nossas resistências e luta. Silêncio que continua a sustentar, ódio e medo, medo e ódio…
Que nosso ódio seja mais forte que nosso medo…

Dou de bandeja aquilo que mais me deseja
Dou de bom grado tudo que me é amado
Presenteio com mais profunda sinceridade
E aos poucos a uva pisada vira sumo, vira suco
E o mais lindo presente é o amor que me dei
A última folha a cair, a folha que ensina o trajeto…
Arriscar é aquilo que faz dor e aquilo que faz forte.

E assim ela seguiu, arriscando o riso, o traço, a traça e a sorte.
Riscou de sorriso largo o amargo que de medo apavorou-se morte.
Quem souber sabiá que arrependimento algum terá,
quando olhar pra trás sentirá suas asas a planar
sem a sombra de sol ou de dúvida

De inteira fez-se mergulho, profunda e serena.
E a quem faltar cor, a quem faltar agir
Só molha as pontas dos dedos na margem
Boquiaberto, livro trêmulo em mãos
sem saber ler no dicionário:

“Coragem”

"Talvez aquela menina no banco do canto esteja querendo assistir o novo filme do Tarantino tanto quanto você." ;)
[E quando você tenta, toma coragem e tudo acontece de fato e tem tudo pra continuar a acontecer? Pena que o depois disso tudo a coragem pra ser feliz precisa vir do outro lado também!]

1 nota

olheosmuros:

Avenida Rebouças, São Paulo, SP. Obrigado Salma Alfeo.

É exatamente isso =(
Por um trabalho mais próximo a minha casa pra voltar a ir de bici!

olheosmuros:

Avenida Rebouças, São Paulo, SP. Obrigado Salma Alfeo.

É exatamente isso =(

Por um trabalho mais próximo a minha casa pra voltar a ir de bici!

180 notas

Xingu - Quinteto Abanã e Juçara Marçal (por Estudio185)

"A flecha cravou no peito, o amor na terra renascerá!"

Ney Matogrosso - De Cigarro Em Cigarro (por NeyMatogrossoVEVO)

Oxóssi, Senhor das matas,  Neste momento,  Com a sua bênçao, Sou sua flecha, Sou seu arco. Sou agilidade, Sou sabedoria. Oxóssi,  Rei da lua e do céu azul, Que eu seja  Leve como o pássaro que voa, Livre como o cavalo que corre, Forte como o carvalho na mata, Direito como sua flecha.

Arte: Menote Cordeiro

Oxóssi,
Senhor das matas,
Neste momento,
Com a sua bênçao,
Sou sua flecha,
Sou seu arco.
Sou agilidade,
Sou sabedoria.

Oxóssi,
Rei da lua e do céu azul,
Que eu seja
Leve como o pássaro que voa,
Livre como o cavalo que corre,
Forte como o carvalho na mata,
Direito como sua flecha.


Arte: Menote Cordeiro

Pra iniciar o final de semana com uma deliciosa e estonteante sensação de felicidade!

Sigur Rós - Valtari

(Fonte: vimeo.com)

Ah… os segundos!

Quando alguém sente aquilo que canta, tudo daquela letra passa a fazer sentido!

Caê significando de nova maneira, e calando fundo uma música que pela boca do Lulu nunca me pegou.

Mallu Magalhães - Velha e Louca (por MalluMagalhaesVEVO)

*ouça e leia meu texto anterior, pra mim faz todo sentido ;)

Paixao …

E esse céu?
me olhando assim…
por não saber?
Se quer sol ou quer chover
Se acalenta ou faz doer
Se castiga meu bem querer
Indeciso entre ventar, amar, solar, borrar
Meus olhos de lágrimas
Meus poros de chuva
O choro de nuvens
As gotas de amar


E daí que quis chover

Mas não choveu…

Quis ventar

E só brisou,

E entre solar e anoitecer

Me descobri apaixonada!

Apaixonada por mim

;)

olheosmuros:

Muro do SESC Avenida Paulista, esquina com a Rua Leôncio de Carvalho, São Paulo, SP.

olheosmuros:

Muro do SESC Avenida Paulista, esquina com a Rua Leôncio de Carvalho, São Paulo, SP.

1.018 notas